Pilatos - Pôncio Pilatos

Pôncio Pilatos

Pôncio Pilatos, também conhecido simplesmente como Pilatos (em latim: Pontius Pilatus; em grego: Πόντιος Πιλᾶτος), foi prefeito (praefectus) da província romana da Judeia entre os anos 26 e 36 d.C.. Foi o juiz que, de acordo com a Bíblia, após ter lavado as mãos, condenou Jesus a morrer na cruz, apesar de não ter nele encontrado nenhuma culpa.

Quem foi Pôncio Pilatos?


Pôncio Pilatos, o oficial romano que sob sua autoridade Jesus foi julgado e condenado, foi o quinto governador da Judéia, mantendo sua posição durante o período de 26 a 36 D.C. Como um cavaleiro, Pilatos veio de uma classe romana que ficava atrás apenas da ordem senatorial e de onde os imperadores romanos escolhiam com freqüência seus administradores e oficiais militares. Pouco se sabe sobre sua carreira antes de ser apontado como governador da Judéia, embora ele possa ter se beneficiado do apadrinhamento político de L. Aelius Seianus (Sejanus), um ministro importante do imperador Tiberius (governador de 14 a 37 D.C.). Embora Tacitus o chame de “procurador” (Tacitus, Annales 15:44), que é o titulo comum para os cavaleiros governadores de pequenas províncias impérios da época de Claudius (governou de 41 a 54, e importante inscrição de Cesárea, a capital da Judéia Romana, confirma que ele teve o primeiro titulo de “prefeito”).

De todos os relatos dos Evangelhos sobre o julgamento que Pilatos fez de Jesus, o de João parece ser o mais importante por causa de seu relato sobre as duas entrevistas particulares que Jesus teve com eles (João 18:33-38; 19:8-11). A primeira entrevista preserva um intercambio memorável entre Pilatos, o representante do poder terreno, e Jesus, o Filho de Deus: “Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve minha voz” (João 18:37).

Em 36 D.C. Pilatos suprimiu um movimento religioso samaritano de forma brutal em Mr. Gerizim. Talvez como resultado disto, no final de 36 D.C. ou na primavera de 37 D.D., Pilatos foi suspenso de seu oficio; e Caifas, que pode ter encorajado a ação, foi desobrigado como sumo sacerdote.

Pilatus, o governador da Judéia viu-se diante de Jesus, com a responsabilidade de julgá-lo, libertando-o ou condenando-o. Tratou de fugir da responsabilidade: primeiro, insistindo na inocência do acusado; em seguida, tentando transferir a responsabilidade para os ombros de Herodes; depois lembrando-se do costume de soltar um preso por ocasião da Páscoa, colocou perante os acusadores (sacerdotes judeus, escribas, fariseus e uma multidão incitada por estes) o mais temível preso, ladrão, homicida, arruaceiro, chamado Barrabás. Perguntou: “a quem quereis que vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado o Cristo?” Surpreendeu-se com a resposta: “Solta-nos a Barrabás!” Insistiu ainda:” E que farei com Jesus?!” Exigiram a pena máxima:

“Seja crucificado!” Finalmente, pediu água e lavou as mãos, como se com isso ficasse isento de culpa na condenação do homem justo e bom, chamado Jesus de Nazaré...Não pode fugir da responsabilidade. Ninguém pode! O interessante é que Jesus já havia afirmado: "Quem não é por mim é contra mim! Não existe neutralidade no julgamento a respeito de Jesus. A pergunta tem que ser respondida: “Que farei de Jesus, chamado o Cristo?” Pilatos, na tentativa da neutralidade, começou a ouvir vozes, as quais soprando feriam a sua consciência. Que vozes eram essas?

Primeira, A voz do dever. Esta lhe mostrava a beleza daquela personalidade a ponto de fazer o governador da Judéia impressionar-se com a figura sublime de Jesus. Convencera-se da sua inocência e cada vez mais forte esta voz dizia à sua consciência: Você tem o dever de soltar Jesus!

Segunda, A voz do poder. Esta lhe dizia: “Você pode!” Tinha poder para decidir e chegou a declarar a Jesus: “Não sabes que tenho poder para te soltar ou para te condenar?” Resposta de Jesus: “Nenhum poder terias se de cima não te fosse dado.” (João 19:10 e11) Deus dá a todos esta capacidade para decidir – ou a favor ou contra. Em face de Jesus você não pode ser neutro, é preciso decidir: aceitá-lo ou rejeitá-lo. Ali estava Pilatos balanceado pela sua própria consciência: Eu posso! Eu devo soltar esse homem inocente!... Entretanto, Pilatos entregou Jesus para ser crucificado. Pior, antes de entregá-lo, para agradar os judeus, mandou que seus cruéis soldados o torturassem... Ficou marcado como símbolo da covardia e da pusilanimidade. O que teria acontecido com Pilatos? Deixou-se levar por outras vozes que também ecoaram e lhe falaram, provavelmente com mais força, abafando as vozes que tentavam iluminar a sua consciência. Que vozes foram essas?

Terceira, a voz do interesse. Pôncio Pilatos não queria comprometer-se. Buscava fazer-se amigo do povo e queria ser amigo de César. Para ser amigo de César tinha que agradar o povo sob o seu governo (tetrarca, representante do Império Romano). Os chefes religiosos exploraram este sentimento egoísta de Pilatos e fizeram-se hipocritamente amigos de César.

O governador, se soltasse Jesus estaria contra César...

Quarta, a voz das autoridades religiosas. Lá estavam instigando o povo, fazendo insinuações. Pilatos deixou-se levar... As autoridades e guias religiosos dos judeus (sacerdotes, escribas e fariseus) vinham de longe perseguindo Jesus, buscando apanhá-lo em palavras, gestos e atitudes, Colocaram espias ao seu encalço e exigiram relatório. Este foi o mais imparcial testemunho a favor de Jesus! “Homem nenhum jamais falou ou procedeu como este Jesus de Nazaré” (João 7:45-47). Diante de Pilatos essas autoridades acusavam Jesus de atitudes políticas contra César e amedrontaram-no... ”Se soltas a este não és amigo de César!...”

Quinta, a voz da multidão. Esta gritava: Solta-nos Barrabás e Jesus seja crucificado! É muito difícil postar-se contra multidões, especialmente quando conduzidas por autoridades políticas ou religiosas mal intencionadas... Pessoa inocente pode ser trucidada pelos gritos de multidão desvariada pedindo o linchamento. Foi exatamente o que aconteceu, abafando completamente em Pilatos a voz da consciência que lhe mostrava o poder e o dever de ficar ao lado de Jesus...

Sexta, a voz da mulher: “Não te envolvas com este justo, pois em sonho muito sofri a seu respeito”. Pedia que ele não se envolvesse, isto é, ficasse neutro. Empurrou-o ainda mais para esta ingrata posição de neutralidade... Mas a pergunta estava posta: “Que farei de Jesus, chamado Cristo? Neutralidade impossível: ou o soltava, livre, ou o entregava para ser crucificado...

Sétima, a voz do medo. Esta voz levou-o a praticar o ato mais ingênuo e simplório: lavou as mãos! Um teólogo disse que foi esse gesto que sujou a biografia de Pilatos...Por lavar as mãos ficou sujo e entrou no Credo dos Apóstolos como o responsável pela crucificação e morte de Jesus: lá está escrito: “...padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos!

Pobre Pilatos, não pôde escapar da pergunta que ele mesmo fez: “Então que farei de Jesus, chamado o Cristo?” Diz a tradição que Pilatos acabou perdendo o poder. Deposto foi desterrado e no exílio foi acometido de doença a que se chamou “comido pelos bichos”. Comido, em vida, por vermes da morte. Nesse sofrimento terrível e final sua mente explodia com a pergunta: “Que farei eu de Jesus chamado Cristo?!” Era tarde demais, não podia fazer mais nada! Entregue para ser crucificado Jesus morreu na cruz a fim de salvar os pecadores... Amor infinito capaz de alcançar todos pobres e miseráveis pecadores como Pilatos que o entregou para ser crucificado ou como Judas que o traiu.

Pilatos queria agir corretamente. Ele queria libertar Jesus. Diante dos acusadores de Jesus, Pilatos declarou sua convicção: "Não vejo neste homem crime algum" (Lucas 23:4). Pilatos tentou não menos de três vezes persuadir os judeus a libertar Jesus (Lucas 23:13-22). A princípio, ele sugeriu castigar Jesus e em seguida libertá-lo (Lucas 23:16). Depois ele lhes falou mais uma vez, desejando soltar Jesus (Lucas 23:20). Por fim, ele os desafiou pela terceira vez em resposta à exigência deles de que Jesus fosse crucificado. "Que mal fez este? De fato, nada achei contra ele para condená-lo à morte" (Lucas 23:22).

Não se trata de um equívoco por parte de Pilatos. O texto é claro: "Porque sabia que, por inveja, o tinham entregado" (Mateus 27:18). A esposa dele tocou mais ainda a sua consciência. Sentado na tribuna para julgar o caso, recebeu da esposa um recado. "Não te envolvas com esse justo; porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito" (Mateus 27:19). Quantas vezes, pela graça de Deus, a consciência do homem é incentivada a agir justamente?

Às vezes temos a tendência de pensar que basta "saber o que é certo" ou "querer fazer o que é certo". Muitas pessoas amenizam a consciência turbulenta por meio de um estudo detalhado da Palavra e uma aceitação intelectual posterior para com a verdade, que é correta. Também muitas pessoas acham muito conforto em estar favoravelmente inclinadas a tudo o que consiste em bom comportamento. No entanto, o Senhor não estava à procura de pessoas que fossem apenas "simpatizantes da causa". Jesus queria discípulos que carregassem a cruz.

Pilatos fracassou como líder. Em vez de levar o povo a tomar a decisão certa em relação a Jesus, o povo é que o levou a tomar a decisão errada.

O jogo de passar o bastão começou no Éden, quando Adão tentou passar adiante a responsabilidade de seu pecado, acusando a esposa e envolvendo Deus na história (Gênesis 3:12). Pilatos, em vez de enfrentar corajosamente o desafio apresentado a ele logo que surgiu, fez uso de um oportuno pormenor jurídico. Aquele Jesus era galileu, e Herodes estava na cidade. Pilatos sem hesitar mandou Jesus para Herodes, na esperança, sem dúvida, de evitar qualquer prejuízo a si mesmo naquela questão.

Quando Herodes mandou Jesus de volta, Pilatos mostrou então a fraqueza de seu caráter ao recusar-se a declarar a sentença, baseada na própria convicção de que Jesus deveria ser liberto. Obviamente, várias pessoas queriam Jesus morto. Estavam dispostas a fazer muita arruaça e estavam prontas para arruinar a carreira política de Pilatos (João 19:12) se ele não quisesse cooperar com elas.

Nessa altura, o verdadeiro caráter de Pilatos começou a ser mostrado. Pilatos estava disposto a agir corretamente S desde que não lhe fosse custoso. Se os judeus concordassem, Pilatos estava perfeitamente inclinado a agir corretamente com Jesus. Mesmo que os judeus discordassem, mas deixassem o assunto por conta dele, Pilatos ia querer agir de forma justa. Mas, se fazer o correto significaria que os judeus iriam prejudicar Pilatos profissional ou politicamente, então Pilatos não estava mais disposto a fazer o que era certo. Pilatos fez o que acreditava ser o mais vantajoso para a sua carreira política.

De qualquer modo, não era difícil de perceber o que estava para acontecer. Pilatos começou cedo a evidenciar certas falhas de caráter. Pouco a pouco, ele começou a negociar algum tipo de compromisso. "Só me deixem espancá-lo e depois eu o solto." Por que concordar com o espancamento? Ele sabia que Jesus era inocente. Estava convencido da retidão de Jesus e da inveja dos judeus. Pilatos já estava sugerindo um meio-termo na sua trama sinistra. Aprendeu aqui uma lição. Os pequenos passos de transigência em direção ao pecado são seguidos por saltos gigantescos em direção à impiedade. O juiz disposto a prejudicar um inocente pode ser levado a cometer todo tipo de injustiça. Pilatos já havia mostrado a sua disposição de fazer o mal. Os judeus só precisavam convencê-lo a fazer o mal que eles queriam.

Pilatos se mostrou um fracassado infeliz, mesmo sabendo o que era certo e ainda que tivesse sido incentivado pela esposa a agir dessa forma. Que dizer do vizinho que estuda a Bíblia com você e aprende a verdade S mas se recusa a deixar a vida mundana que leva? E o marido que freqüentou os cultos na igreja com a esposa durante anos e foi incentivado por ela e pelos filhos a se converter S mas se recusa a ser batizado porque os pais dele não entenderiam? E o cristão que descuidadosamente se envolve de novo no pecado e foi encorajado por vários irmãos a se arrepender S mas se recusa por causa da dificuldade que é para ele essa mudança? E o cristão que sabe o que é certo, mas está mais preocupado com o que é politicamente correto do que com o que é genuinamente correto? Esse é o caminho de Pilatos.

Pilatos tomou a decisão politicamente correta. Com a consciência carregada com o peso do pecado, ele lavou as mãos na presença dos judeus, fingindo não ser responsável pelo que se passava ali. Sua carreira política estava preservada, sua reputação com o povo se manteve em alta. Ele era o herói por um momento. Mas vendeu a alma para sempre.

Fundo


Se Pôncio Pilatos não tivesse sido um governador razoavelmente bom das províncias menores, Tibério não o teria suportado como procurador da Judéia por dez anos. Embora fosse um administrador bastante bom, era moralmente covarde. Não era um homem de grandeza suficiente para compreender a natureza da sua tarefa como governador dos judeus. Ele nunca divisou o fato de que esses hebreus possuíam uma religião verdadeira, uma fé pela qual estavam dispostos a morrer; além de haverem milhões e milhões deles, espalhados aqui e ali por todo o império, que encaravam Jerusalém como o santuário da sua fé e tinham um respeito pelo sinédrio como sendo o mais alto tribunal na Terra.

Pilatos não gostava dos judeus, e esse ódio profundo cedo começou a manifestar- se. De todas as províncias romanas, não havia nenhuma mais difícil de governar do que a Judéia. Pilatos nunca compreendeu realmente os problemas que a administração dos judeus abrangia e, assim, muito cedo na sua experiência de governador, ele cometeu uma série de grandes erros quase fatais e praticamente suicidas. E foram tais erros que deram aos judeus um tal poder sobre ele. Quando eles queriam influenciar as suas decisões, tudo o que tinham a fazer era ameaçar com uma revolta, e Pilatos capitulava rapidamente. E essa aparente vacilação, ou falta de coragem moral do procurador, era devida principalmente à memória de um certo número de controvérsias que ele havia mantido com os judeus e porque em todos os casos, categoricamente, eles haviam levado a melhor. Os judeus sabiam que Pilatos sentia medo deles, que ele temia pela própria posição perante Tibério; e eles usaram a consciência disso como desvantagem, contra o governador, em inúmeras ocasiões.

O desagrado que os judeus mantinham para com Pilatos surgiu depois de muitos conflitos infelizes. Primeiro, ele não levou a sério o profundo preconceito deles contra todas as imagens, considerando-as símbolos de adoração idólatra. E, assim, permitiu que os soldados entrassem em Jerusalém sem remover as imagens de César das suas bandeiras, como havia sido a prática dos soldados romanos sob o comando do seu predecessor. Uma grande delegação de judeus aguardou por Pilatos durante cinco dias, implorando-lhe que tirasse essas imagens dos estandartes militares. Ele recusou-se completamente a aceder ao pedido deles e ameaçou-os com a morte imediata. Pilatos, sendo ele próprio um cético, não compreendia que homens com fortes sentimentos religiosos não hesitassem em morrer pelas próprias convicções religiosas; e, pois, ficou consternado quando esses judeus alinharam-se, desafiantes, diante do seu palácio, colocando as suas faces no chão, dizendo que estavam prontos para morrer. Pilatos, só então, compreendeu que havia feito uma ameaça que não estava disposto a cumprir. Ele recuou, ordenou que as imagens fossem removidas dos estandartes dos seus soldados em Jerusalém, e viu-se, daquele dia em diante, sujeito grandemente aos caprichos dos líderes judeus, que desse modo haviam descoberto a sua fraqueza ao fazer ameaças que temia cumprir.

Posteriormente Pilatos determinou reconquistar esse prestígio perdido e assim ele fez os escudos do imperador, tais como eram usados comumente para a adoração de César, serem colocados nas paredes do palácio de Herodes em Jerusalém. Quando os judeus protestaram, ele foi inflexível. Recusou-se a escutar os protestos, e eles, prontamente, apelaram para Roma, e o imperador também prontamente ordenou que os escudos ofensivos fossem removidos. E então Pilatos passou a ser tido com menos apreço ainda do que antes.

Uma outra coisa que o colocou em grande desprestígio, junto aos judeus, foi ele ter ousado retirar dinheiro do tesouro do templo para pagar a construção de um novo aqueduto que daria maior suprimento de água aos milhões de visitantes de Jerusalém na época das grandes festas religiosas. Os judeus sustentaram que apenas o sinédrio poderia desembolsar os fundos do templo, e nunca cessaram de censurar Pilatos por essa ordem abusiva. Nada menos do que vinte tumultos e muito derramamento de sangue resultaram dessa decisão. A última dessas revoltas sérias teve a ver com a matança de um grande grupo de galileus, quando estavam no seu culto no altar.

É significativo que, conquanto esse vacilante dirigente romano haja sacrificado Jesus por causa do seu medo dos judeus, para salvaguardar a sua posição pessoal, ele finalmente tenha sido deposto em conseqüência de um massacre desnecessário de samaritanos a propósito das pretensões de um falso Messias que liderou tropas até o monte Gerizim, onde pretendia predizer que os vasos do templo estivessem enterrados; e motins ferozes aconteceram quando ele não conseguiu revelar o local onde estava escondido o vasilhame sagrado, como havia prometido. Em conseqüência desse episódio, o embaixador da Síria mandou Pilatos de volta para Roma. Tibério morreu enquanto Pilatos estava a caminho de Roma, e não mais ele foi apontado como procurador da Judéia. Nunca de fato ele recuperou-se completamente da condenação ao pesar, por ter consentido na crucificação de Jesus. Não encontrando prestígio aos olhos do novo imperador, ele afastou-se, indo para a província de Lausane, onde posteriormente cometeu o suicídio.

Cláudia Prócula, esposa de Pilatos, havia ouvido falar de Jesus por meio de informações da sua camareira, que era uma crente fenícia do evangelho do Reino. Após a morte de Pilatos, Cláudia passou a identificar-se de modo proeminente com a difusão das boas-novas.

E tudo isso explica muito do que aconteceu nessa trágica sexta-feira pela manhã. É fácil compreender por que os judeus tiveram a presunção de dar ordens a Pilatos — fazendo-o levantar-se às seis horas para julgar Jesus — e também por que eles não hesitaram em ameaçar entregá-lo ao imperador, por traição, caso ele ousasse recusar-se a cumprir as exigências deles quanto à morte de Jesus.
Informação
www.Igreja-Catolica.com
DVDs e Livros Gratis!
FREE DVDs & VIDEOS
WATCH & DOWNLOAD ALL OUR DVDs & VIDEOS FOR FREE!